quinta-feira, 14 de julho de 2016

Governo quer limitar gastos públicos para canalizá-los para o sistema da dívida

Em audiência pública dos servidores municipais, coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida afirmou que governo tem uma clara estratégia de transferência de renda pública para o setor financeiro

Escrito por: Confetam • Publicado em: 12/07/2016, adaptado por José Carlos Santos Rodrigues


 

Faltaram assentos para acomodar a quantidade de servidores municipais de todo o Brasil que foram à Brasília, na manhã desta terça-feira (12/07), participar da audiência pública sobre "O mundo do trabalho: desemprego, aposentadoria e discriminação, com foco na justiça fiscal". Para não não perder o debate, promovido pela Comissão de Direitos Humanos do Senado, os trabalhadores chegaram a organizar uma fila na entrada do auditório, o que motivou o senador Paulo Paim (PT/RS), presidente da comissão, a pedir que funcionários da Casa providenciassem mais cadeiras.

Vieram representações de muitos estados do país e de diversas esferas do serviço público, principalmente do ramo municipal, como, por exemplo, da FETAMCE (Ceará), FETRAM (Maranhão), FETAM (Paraná). Do Maranhão, participou o secretário geral da Federação, José Carlos. O diretor do Maranhão, ao fazer uso da fala, destacou a boa aplicação dos recursos públicos e a eficácia do serviço público nos municípios brasileiros, onde, de fato, as políticas públicas são executadas. Nesse sentido, o problema consiste no desvio dos recursos e não na falta destes.
Sucesso de público, a audiência também foi vitoriosa em conteúdo. Coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli fez uma explanação sobre a relação da dívida pública brasileira com os diversos projetos que tramitam no Congresso Nacional com o objetivo de privatizar e reduzir direitos sociais, previdenciários e trabalhistas.
"A desculpa para aprovar o PL 257 é assegurar a manutenção da estabilidade econômica, o crescimento econômico e a sustentabilidade da dívida pública. Então, quem ainda não tinha percebido a relação desses projetos, inclusive da PEC 241, com a dívida é só ver a exposição de motivos das propostas. Tá lá", afirmou. Fattorelli explicou que o objetivo do governo ao defender os dois projetos é, respectivamente, limitar gastos com os servidores públicos e com investimentos em saúde para canalizar estes recursos para o sistema da dívida. 
A lógica do Robin Hood às avessas - de tirar dos pobres para dar aos ricos - justificaria o fato de o Brasil ser hoje a nona maior economia do mundo, a terceira maior reserva de petróleo do planeta, ter a maior reserva de água potável da Terra e a maior área agriculturável entre todos os países do globo terrestre e, contraditoriamente, ter 23,4% de sua população economicamente ativa vivendo com menos e um salário mínimo.
Cenário de escassez se muda com luta
"Eu vou lhe dizer: tem de ser muito incompetente para fazer com que um país com toda essa riqueza ainda tenha de lutar contra o desemprego e a miséria. Nossa realidade é de abundância, mas nosso cenário é de escassez. Mas cenário a gente rasga, a gente muda com a luta. E é por isso que estamos aqui", disse.
Para ilustar o paradoxo no qual um país rico está submerso em uma crise econômica, política, social e ética, a coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida citou o exemplo das instituições financeiras do Brasil. Apesar de um contexto econômico aparentemente desfavorável, Maria Lúcia Fattorelli lembra que, no ano passado, os bancos tiveram lucros "escandalosos". 
"Em 2015, o lucro dos bancos aumentaram em mais de 20% em relação a 2014. Mas se toda a economia real caiu, de onde vem o crescimento do lucro dos bancos? Não existe mágica. É evidente que está havendo uma estratégia de transferência de renda para este setor e quem promove essa engrenagem é o sistema da dívida", enfatizou.
Fattorelli destacou que a conta do déficit público, estimado pelo desgoverno de Michel Temer em R$ 170 bilhões, é "fictícia". "Quando colocamos lado a lado todas as receitas e despesas federais de 2015, comparando os regimes de caixa, chegamos a conclusão de que não existe déficit. Em 2015, sobraram R$ 480 bilhões, quase meio trilhão. Onde foi parar esse dinheiro?", questionou. 
Origem da desigualdade
Como origem da desigualdade de renda, ela apontou o modelo tributário brasileiro, definido com um dos mais injustos do mundo não só pelo fato de os impostos serem cobrados diretamente sobre o consumo - quando o justo seria incidir majoritariamente sobre a renda, o patrimônio, as heranças, os latinfúndios, os lucros exorbitantes e as grandes fortunas -, mas principalmente por não combater e até incentivar a sonegação fiscal. 
"A carga tributária de 34% não é para todos. Para os trabalhadores, é muito maior. Um servidor público que ganha R$ 4 mil paga 27,5% de imposto de renda, mais 11% de Previdência. Só na fonte, ele já paga quase 40%, e ainda paga todos os tributos indiretos. Se tem carro, paga IPVA. Se tem casa, paga IPTU. Paga ICMS embutido no preço de tudo o que consome, paga Cofins. O miserável que compra um pacote de macarrão paga o mesmo tributo que um milionário", compara. 
Representando a Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal (Confetam/CUT) na mesa de debates, a secretária-geral da entidade, Jucélia Vargas, apontou a luta pela justiça fiscal como prioritária. "Este é um tema que, mais do que nunca, nós dirigentes sindicais temos de nos apropriar. Esse debate tem de estar colocado na ordem do dia. Não é possível que, com tanta desigualdade, nós servidores ainda levemos a culpa como se fôssemos responsáveis pelas dívidas dos municípios e dos estados, enquanto observamos uma sonegação tão grande, facilitada pela própria legislação", criticou.
O exemplo da Confetam
Ela informou que a justiça fiscal foi escolhida como tema da Campanha Salarial 2016 dos Servidores Públicos Municipais e destacou que o debate pautou todas as mesas de negociação da categoria com os prefeitos em todo o Brasil. Jucélia enfatizou ainda que uma das principais bandeiras de luta da Confetam atualmente é a Reforma Tributária. 
Para ela, o movimento sindical, principalmente do setor público, precisa colocar a justiça fiscal na ordem do dia como uma maneira de pressionar o governo a repensar uma forma justa de tributação. "Eu deixo aqui o exemplo da Confetam, para que outras entidades realizem suas campanhas salariais a partir deste debate porque sem justiça fiscal não há desenvolvimento social", concluiu. 

Também integraram a mesa de debates da audiência pública a secretária nacional de Relações do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Graça Costa, e o diretor da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Pedro Armengol, secretário adjunto de Relações do Trabalho da CUT.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Já estamos na nossa sede em Tutóia. Venha fazer uma visita

O endereço de nossa sede própria adquirida recentemente com recursos próprios fica situada a Rua Nazaré, s/n, Bairro Centro-Tutóia-MA (ao lado da Secretaria Municipal de Educação).

quarta-feira, 6 de julho de 2016

SINSPUTSAMPAN participa de reunião de criação do Fórum Municipal de Educação de Paulino Neves



Após discussão sobre a criação do Fórum Municipal de Educação de Paulino Neves ocorrida dia 01 de julho, hoje (05) a Comissão realizou a primeira reunião do Fórum para aprovar o Regimento Interno e para a eleição dos representantes do Fórum.
“Nós estamos constituindo hoje o maior espaço democrático de Paulino Neves porque juntamos quase todos os segmentos sociais organizados neste Fórum” disse Adamor Silva, eleito coordenador Geral do Fórum.
Na reunião, os segmentos sociais manifestaram-se quanto a criação do Fórum e da participação dentro deste instrumento que se propõe a ser um espaço de relevantes discussões democratizadas sobre a Política de Educação no município.
O SINSPUTSAMPAN defendeu que seja instituído em Paulino Neves um sistema de avaliação e reconhecimento do servidor público no município.
“Esse foi mais um sonho concretizado em Paulino Neves. O Fórum surgiu de uma inquietação nossa, assim como foi o de elaborar o Plano Municipal de Educação. Está no Plano a discussão de reduzir o índice de analfabetismo entre jovens e adultos no município, mas tem sido muito difícil reduzir este índice que chega a quase 50% de analfabetos” disse Maria Estaciana, Secretária Municipal de Educação.

Fórum Municipal de Educação de Paulino Neves, assim constituído:
Coordenador: Adamor Silva Conceição
Secretário (a): Kleane Silva Araújo

Segmentos representativos que compõem o Fórum: Educação de Jovens e Adultos- EJA, Conselho Tutelar, Conselho de Direitos-CMDCA, Sindicato dos Trabalhadores Rurais -STTR, Sindicato de Servidores Públicos-SINSPUTSAMPAN, Diretores de Escolas, Educação Infantil, Secretaria Municipal de Saúde, Instituições Religiosas, Inspeção Escolar, Conselho do FUNDEB, Secretaria Municipal de Turismo, Comissão de Articulação do FME, Ensino Fundamental, Secretaria de Cultura, Pais e Mães de Alunos, Secretaria Municipal de Educação, Ensino Superior, Secretaria Municipal de Finanças, Conselho Municipal de Educação. 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Sindicato indica dois membros para compor o Fórum Municipal de Educação de Paulino Neves

Sindicato indica dois membros para compor o Fórum Municipal de Educação de Paulino Neves: Elivaldo Ramos e Robert Wildeman. 


Hoje de manhã estiveram reunidos no Auditório da Secretaria de Educação de Paulino Neves segmentos sociais organizados, pais de alunos, diretores de escolas e um representante da Câmara de Vereadores. 

O objetivo da reunião foi a Criação do Fórum Municipal de Educação do Município. Segundo o coordenador o Fórum é um órgão deliberativo. Para a Secretária de Educação do município "todos temos que participar destes espaços de discussões e o Fórum é que vai pensar as ações para a Educação municipal" enfatizou. 

A reunião de criação do Fórum ficou agendada para a próxima terça-feira (05) às 8:30h com os segmentos sociais. 


Secretária de Educação, Maria Estaciana Gomes

Adamor Silva, Presidente do Conselho Municipal de Educação, coordenou a reunião

Segmentos organizados presentes